Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

Cartas de Amor

Todas as cartas de amor são ridículas menos a primeira carta de amor da minha filha .
O pudor impede -me de dizer mais.
O amor, banhado de gomas e "autolocantes queridos", é lindo.
O amor puro que permite que todas as palavras sejam ditas e todas seladas com beijinhos pegajosos em bochechas quentes e coradas.

"Não te rias, Mãe. Escreve sem te rires."

De ti, nunca, meu amor. Contigo sempre.
E entre duas goladas num "brimbom" de leite quentinho escreveste mais um poema.